quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

4 - As Doze Tradições de Emocionais Anônimos

 


             AS DOZE TRADIÇÕES DE EMOCIONAIS ANÔNIMOS


1. Nosso bem-estar deve estar em primeiro lugar, a recuperação individual depende da unidade de Emocionais Anônimos

2. Somente uma autoridade preside, em última análise, ao nosso propósito comum – um Deus amantíssimo que Se manifesta em nossa consciência coletiva. Nossos líderes são apenas servidores de confiança, não têm poderes para governar.

3. Para ser membro de Emocionais Anônimos, o único requisito é nutrir o desejo de se recuperar emocionalmente.

4. Cada grupo deve ser autônomo, salvo em assuntos que digam respeito a outros grupos ou a Emocionais Anônimos em seu conjunto.

5. Cada grupo é animado de um único propósito primordial: o de transmitir uma mensagem àqueles que ainda sofrem com problemas emocionais.

6. Nenhum grupo de Emocionais Anônimos deverá endossar, financiar ou emprestar o nome de Emocionais Anônimos a qualquer sociedade parecida ou a empreendimento alheio à Irmandade, a fim de que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos afastem do nosso objetivo primordial.

7. Todos os grupos de Emocionais Anônimos deverão ser absolutamente autossuficientes, rejeitando quaisquer doações de fora.

8. Emocionais Anônimos deverão se manter sempre não profissional, embora nossos Centros de Serviço possam contratar funcionários especializados.

9. Emocionais Anônimos jamais deverá se organizar como tal (profissional). Podemos, porém, criar juntas ou comitês de serviço diretamente responsáveis perante àqueles a quem prestam serviços.

10. Emocionais Anônimos não opinam sobre questões alheias à Irmandade. Portanto, o nome de Emocionais Anônimos jamais deverá aparecer em controvérsias públicas.

11. Nossas relações com o público se baseiam na atração em vez de promoção. Cabe-nos, sempre, preservar o anonimato pessoal na imprensa, no rádio, na televisão e em filmes.

12. O anonimato é o alicerce espiritual das nossas tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades.


                                 PRIMEIRA TRADIÇÃO

                       "Nosso bem-estar deve vir em primeiro lugar.

A recuperação individual depende da unidade de Emocionais Anônimos”.


  •  Qual a importância de Emocionais Anônimos para você?
  •  Você já achou alguma coisa mais que lhe fizesse tanto bem?
  •  Você pode praticar esse Programa inteiramente sozinho?

A maioria de nós descobriu que precisamos ouvir e compartilhar com outras pessoas que estão trabalhando com esse mesmo objetivo, para que cresçamos dentro do Programa. Precisamos, para nossa recuperação, das reuniões e das pessoas que a elas assistem. Por esse motivo, é extremamente importante que os grupos de Emocionais Anônimos continuem a existir e permaneçam fortes.

A recuperação individual depende do trabalho de todos os membros, em harmonia uns com os outros. Considerando a grande diversidade de nossos membros — várias idades, raças, nacionalidades, religiões, educação e graus de poder aquisitivo, ideais políticos, valores etc. — progredir pode às vezes ser difícil. Trabalhar em conjunto requer vontade de ouvir as ideias de outras pessoas com a mente aberta. Embora sejamos livres para compartilhar nossos próprios pontos de vista, não devemos insistir para que eles sejam sempre aceitos. Devemos acatar as decisões da maioria do grupo.

Isso nos dá uma oportunidade de praticar a aceitação e a humildade. Podemos aprender a abrir mão do nosso egocentrismo e da nossa teimosia. Podemos usar o Conceito Nº 4: "Não julgamos, não criticamos, não argumentamos, não damos conselho sobre assuntos pessoais ou familiares".

Em cada decisão tomada pelos grupos, devemos nos perguntar "se o nosso grupo faz isso e em que isso poderá prejudicar o Emocionais Anônimos como um todo". Quando dizemos "Emocionais Anônimos como um todo", estamos nos referindo a todos os grupos de Emocionais Anônimos em nossa área local e em todo o mundo.

Para os membros que se mudam para uma nova área ou que estejam meramente de visita, é importante que encontrem mais consistência e esperança em suas novas reuniões do que divisão e luta de poder.

Emocionais Anônimos como um todo é o Programa de Doze Passos intitulado Emocionais Anônimos, resumido no Conceito Nº 1 que “consiste dos Doze Passos, Doze Tradições, Conceitos, Oração da Serenidade, os Lemas, os Só Por Hoje, a Literatura de Emocionais Anônimos e as Reuniões Semanais".

Isso não quer dizer que o indivíduo não seja importante dentro do Programa de Emocionais Anônimos. O indivíduo é o centro da organização. Contudo, um grupo é composto de muitos indivíduos. As ideias e sugestões de cada pessoa precisam ser consideradas, porém, as decisões devem ser baseadas no que é melhor para a totalidade — o melhor para o bem-estar comum do Emocionais Anônimos — o que nos manterá unificados.

O Conceito Nº 3 nos lembra de "visar uma atmosfera de amor e aceitação”.

A Primeira Tradição diz que o objetivo de nossas Tradições é manter a unidade de Emocionais Anônimos. As outras Tradições nos dão orientação adicional sobre a melhor maneira de preservar essa unidade.


                                   SEGUNDA TRADIÇÃO

"Somente uma autoridade preside, em última análise, ao nosso propósito comum: um Deus amantíssimo que pode se manifestar em nossa consciência coletiva. Nossos líderes são apenas servidores de confiança, não têm poderes para governar”.


Os recém-chegados se surpreendem, com frequência, ao saber que Emocionais Anônimos não têm uma estrutura de governo amplamente organizada, como outros clubes e organizações. Nos Emocionais Anônimos ninguém tem o poder de dizer aos outros o que fazer ou de lhes impor regras. Não existem regras, apenas indicadores que estão citados nas Tradições e nos Conceitos do Programa de Emocionais Anônimos.

  • Se ninguém está no comando, como pode ser mantida a unidade mencionada na Primeira Tradição?                                             
  • Como são tomadas as decisões?
  • Como qualquer coisa é feita? 

Como Emocionais Anônimos é um programa espiritual, cada um dos membros procura, em suas vidas diárias, a orientação de um Poder maior que eles mesmos. Os grupos de Emocionais Anônimos também se voltam para um Poder Superior, pedindo orientação. Esse Poder é "uma autoridade máxima" de Emocionais Anônimos — "Um Deus amantíssimo", como expressado na consciência de grupo. Portanto, essa Tradição nos dá a oportunidade de praticar o Terceiro Passo: "Tomamos a decisão de submeter a nossa vida e a nossa vontade aos cuidados de Deus como O entendíamos", e o Décimo Primeiro Passo: "Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos”.

Quando decisões de grupo precisam ser tomadas, faz-se uma votação da "consciência de grupo". Esse é um processo democrático onde todos os membros do grupo têm voto. Somos todos iguais e cada um tem o direito de expressar sua opinião. Como nenhuma pessoa fala em nome de Emocionais Anônimos como um todo, todos os membros necessitam pedir orientação ao seu Poder Superior para saber como votar melhor. Quando feito dessa maneira, o voto da consciência de grupo se torna uma expressão da vontade do nosso Poder Superior para com o grupo.

Esse processo assegura que a unidade seja mantida e que ninguém dominará o grupo, seja intencionalmente ou à revelia do mesmo. A totalidade do grupo torna-se responsável por suas próprias ações.

O Emocionais Anônimos necessita de líderes e a Segunda Tradição define claramente suas funções — eles são "servidores de confiança, não têm poderes para governar". Alguns líderes são eleitos, outros são voluntários. A maioria dos nossos líderes presta serviços dentro de seus grupos, na Intergrupal ou aos Emocionais Anônimos como um todo, por gratidão pela recuperação que experimentaram através do Programa de Doze Passos. Alguns prestam serviço porque gostam de trabalhar com outras pessoas e podem oferecer conhecimentos de ajuda para o funcionamento efetivo da organização. Outros participam como uma forma de ajudar a si mesmos na recuperação de seus problemas emocionais.

Para cada um, servir aos Emocionais Anônimos significa colocar o Décimo Segundo Passo em ação. Contudo, aprendemos que não é uma boa ideia prestar serviço sob um papel de liderança pela necessidade de controlar os outros ou de realçar nossos próprios egos egoístas. Precisamos sempre lembrar do Décimo Primeiro Conceito: "Somos todos iguais — ninguém é mais importante que o outro", estejamos ou não participando como líderes.

Deve ser fácil submeter-se à vontade de membros mais antigos no grupo ou daqueles que estejam assumindo papéis de liderança. Porém, esses membros não exercem, nem devem exercer, autoridade sobre o grupo. Talvez, quando alguém inicia um novo grupo, possa, em princípio, cuidar da maioria dos detalhes dessa reunião. Porém, o grupo estará em dificuldade se, mês após mês, toda a responsabilidade pelo seu funcionamento continuar a ser assumida por aquele mesmo membro ou por um pequeno grupo de fundadores.

A recuperação emocional de todos os envolvidos estará, assim, em perigo. A pessoa que toma todas as decisões pode ser vista como a suprema autoridade do grupo, confundindo-se com o que consideramos ser um Poder Superior. Devemos lembrar que a suprema autoridade do nosso grupo é um Poder Superior. O responsável por tudo pode,ainda, sofrer uma perigosa inchação do ego, que pode terminar em amargo ressentimento e colapso total.

Algumas vezes ocorre um grave "porre" emocional e o grupo se desintegra quando, subitamente, o "líder" renuncia porque o fardo parece pesado demais. Então, ninguém mais está preparado ou deseja assumir a responsabilidade pelo grupo. Alternativamente, o "líder" poderia permanecer, porém, com o ressentimento dos outros membros, por ter tomado todas as decisões. É bem provável que outros membros se recusem a pensar por si mesmos e estejam procurando o caminho mais fácil, o de depender de alguém, mais para serem orientados.

É importante para todos os membros a compreensão desses princípios, para a garantia de grupos saudáveis e do crescimento de Emocionais Anônimos. Todos são responsáveis pelo sucesso de uma reunião. Cada um precisa ajudar para que a reunião transcorra tranquilamente, tornando-se um "servidor de confiança". Cada um tem alguma habilidade ou serviço com o qual pode contribuir com o grupo (por exemplo, coordenando a reunião, saudando os recém-chegados, servindo como secretário, tesoureiro ou pessoa de contato, encomendando a literatura, apadrinhando os recém-chegados, se o grupo adota o apadrinhamento, informando sobre a reunião etc.).

Essas responsabilidades precisam ser continuamente revezadas entre os membros. Além disso, cada membro precisa lembrar-se de que a suprema autoridade no Emocionais Anônimos é um Deus amantíssimo que nos deu este Programa de Recuperação.

Nossos líderes estão apenas atuando como servidores de confiança, para cumprir o desejo daquele Poder Superior como está expresso em nossa consciência de grupo. Cada um necessita recorrer ao seu Poder Superior para tomar decisões relativas ao grupo e "orar apenas pelo conhecimento do Seu desejo para conosco e pelo poder de cumpri-lo”.


                                 TERCEIRA TRADIÇÃO

"Para ser membro de Emocionais Anônimos, o único requisito é nutrir o desejo de se recuperar emocionalmente".


Novamente, aqui o Emocionais Anônimos é muito diferente da maioria das organizações. Não desejamos excluir ninguém de fazer parte dos Emocionais Anônimos, desde que essas pessoas queiram recuperar-se emocionalmente. Não temos nenhuma outra regra ou requisitos necessários para tornar-se membro. Dessa forma, a unidade de Emocionais Anônimos é fortalecida, porque não perdemos tempo decidindo quem pode ou não participar, nem estamos divididos sobre quem queremos ou não que faça parte do grupo. Todos são bem-vindos!

Então, quem decide, de fato, se existe um desejo de recuperar-se emocionalmente? Cada um de nós decide por si mesmo. Nenhum nível específico de disfunção emocional é requerido para alguém qualificar-se como membro, nenhum determinado sintoma ou diagnóstico é necessário. Os Nono e Décimo Conceitos nos lembram que "não achamos ser proveitoso usar rótulos de qualquer espécie para a doença ou para a saúde. Podemos apresentar diferentes sintomas, porém as emoções básicas são as mesmas ou similares. Descobrimos que não somos únicos em nossas dificuldades e/ou doenças".

Além disso, não é necessário ter as mesmas crenças religiosas ou políticas que os outros membros, nem a mesma posição social, orientação sexual, situação financeira, raça ou sexo. Não há o que importe sobre os recém-chegados, exceto o desejo de que eles tenham de recuperar-se emocionalmente.

Ademais, nem mesmo se requer que os membros estejam praticando o Programa no momento, fazendo doações ou compartilhando com o grupo. Se alguém não quiser fornecer informações pessoais, isso é ótimo. Se não deseja ser agradável ou prestativo, que assim seja. Algumas dessas coisas podem ser proveitosas em uma reunião de Emocionais Anônimos, mas não podem ser requisitos para alguém tornar-se membro.

Não podemos obrigar ninguém a pagar qualquer coisa, acreditar em qualquer coisa ou estar de acordo com qualquer coisa. Tirar a oportunidade de recuperação de alguém o excluindo de participar de Emocionais Anônimos, não é o caminho do Emocionais Anônimos. Nosso único propósito é oferecer o Programa a todos que queiram.

Admitindo todos em nossa organização, temos a oportunidade de praticar a tolerância e a paciência. Isso pode até mesmo forçar-nos à convivência com pessoas que não conheceríamos de outra forma. Nesse processo, ficamos com a mente mais aberta e mais consciente do valor de todas as pessoas. Descobrimos que as diferenças realmente não importam, o que conta somente é o objetivo comum que temos de nos recuperar emocionalmente. Nós nos tornamos desejosos de ajudar a outros em seu objetivo porque isso nos ajuda a alcançar o nosso. A nossa unidade fica mais fortalecida.

Enquanto alguns grupos de Emocionais Anônimos podem escolher se concentrar numa associação específica, ninguém é excluído de participar em uma reunião em particular. Por exemplo, um grupo pode ser designado para pessoas mais velhas, para proporcionar um ambiente mais confortável onde compartilhar experiências similares. Porém, ninguém é excluído de assistir a tal reunião. Ademais, grupos de pessoas mais velhas não podem estabelecer uma exigência de idade ou pedir uma comprovação de idade aos presentes. A mesma coisa se aplica a qualquer outro grupo com um objetivo específico, como aqueles destinados a homens ou mulheres, homossexuais e lésbicas, prisioneiros, profissionais específicos, crianças etc. Repetindo: só temos um requisito para ser membro: o desejo de se recuperar emocionalmente.

O desejo de se recuperar emocionalmente é tudo o que esta Tradição requer, e não o êxito dessa proposta. Essa também é uma decisão individual. Não existe limite de tempo para a recuperação. Não há um determinado montante de progresso necessário para permanecer como membro. A segurança de ser bem-vindo (a) às reuniões, dá a cada um(a) a oportunidade para a recuperação. Emocionais Anônimos inclui, não exclui!

Todos aqueles que acreditam que Emocionais Anônimos pode lhes ajudar com seus problemas emocionais, são considerados membros pelo simples ato de afirmar isso.


                                 QUARTA TRADIÇÃO

"Cada grupo deve ser autônomo, salvo em assuntos que afetem outros grupos ou a Emocionais Anônimos em seu conjunto”.


"Cada grupo deve ser autônomo", mas o que isso significa?

De acordo com o dicionário, "autônomo" significa independente ou que se autogoverna. Dessa forma, a cada grupo de Emocionais Anônimos é permitido que faça suas próprias regras e resolva seus próprios assuntos. Um grupo é livre para tomar suas próprias decisões e solucionar seus próprios problemas. É verdadeiramente livre para dirigir as reuniões como desejar, para decidir como usar o dinheiro arrecadado e como se relacionar com os outros grupos de Emocionais Anônimos na mesma área. Cada grupo é livre para cometer seus próprios erros e, esperamos, aprender com eles. Isso faz com que cada grupo seja responsável por seus próprios sucessos e fracassos.

  • Porém não seria melhor que alguma autoridade, junta governativa, estabelecesse regras que todos seguissem, para assegurar que todos os grupos de Emocionais Anônimos fossem exatamente iguais?
  • Não deveriam as Intergrupais ter autoridade sobre os grupos, em suas áreas, para dizer-lhes o que poderiam ou não fazer?
  • Não é um precedente perigoso deixar que cada grupo faça o que queira?

Certamente teremos rebeldes que não seguirão normas.
A resposta a todas essas questões é um definitivo não. Primeiro, você gosta de ter alguém lhe dizendo o que fazer e como fazer? Muitos de nós nos rebelaríamos se alguém nos dissesse o que fazer e não permaneceríamos em uma reunião o tempo suficiente para qualquer recuperação. Para alguns, dizer-lhes o que fazer seria o caminho mais fácil. Não teriam que pensar por si mesmos. Os problemas do grupo seriam sempre resolvidos por outra pessoa. Se as coisas não funcionassem, seria falha delas, não nossa.

Estaríamos evitando nossa responsabilidade para com o grupo. Poderíamos ficar ressentidos com aqueles que estabeleceriam as regras, e esses ressentimentos poderiam impedir a nossa recuperação.
Um grupo de Emocionais Anônimos é feito de uma variedade de indivíduos que se reúnem para compartilhar o Programa dos Doze Passos. Aquele grupo de indivíduos é que decide o que vai funcionar melhor para eles.
O objetivo das Intergrupais, Junta Internacional de Custódios e o Centro de Serviço Internacional é prestar serviços – ajudar grupos e indivíduos na recuperação emocional, fornecendo informação e ajuda com relação ao Programa de Emocionais Anônimos. O objetivo deles não é controlar ou regular os grupos de Emocionais Anônimos. Contudo, os grupos de Emocionais Anônimos, Intergrupais, a Junta de Custódios e o Centro de Serviço Internacional têm a responsabilidade de chamar a atenção de alguns grupos que estejam afetando negativamente outros grupos ou o Emocionais Anônimos como um todo.
No Centro de Serviço Internacional existe literatura de Emocionais Anônimos e informações disponíveis que podem ajudar os grupos na decisão de como lidar com seus assuntos. Existe um formulário de como fazer uma reunião, um guia para formação de grupos, outro para realização de reuniões de informação ao público ou informação de uma Intergrupal, ou exposições de saúde.
Existem sugestões para grupos em dificuldades, uma folha de inventário de grupo e um folheto sobre como lidar com grupos em desintegração. Para perguntas específicas ou que digam respeito aos grupos, um telefonema ou carta ao Centro de Serviço Internacional ou ao seu Custódio, pode fornecer assistência. Porém, todas essas coisas significam apenas ideias e sugestões. Em última análise, são os membros individuais do grupo, participando em decisões da consciência de grupo, que determinam o que é melhor para o seu próprio grupo.
Cada grupo de Emocionais Anônimos é livre para lidar com seus assuntos exatamente como o grupo deseja, "exceto em assuntos que afetem outros grupos ou o Emocionais Anônimos como um todo". Essa exceção é muito importante e se reporta à Primeira Tradição. Sem a unidade de todo o Emocionais Anônimos, não teríamos a oportunidade de uma recuperação pessoal que este programa proporciona.
Dessa forma, é vital que a ação de cada grupo não afete negativamente outros grupos ou toda a organização do Emocionais Anônimos. A unidade do Emocionais Anônimos é fortalecida quando grupos individuais respeitam os grupos vizinhos e agem como bons representantes de tudo o que é o Emocionais Anônimos.
— Que espécie de coisas afetaria negativamente o Emocionais Anônimos como um todo? Simplificando, qualquer ação de grupo que desse ao Emocionais Anônimos má reputação e qualquer coisa que afastasse os indivíduos das reuniões do Emocionais Anônimos.
A compreensão e transmissão dos Conceitos do Programa do Emocionais Anônimos nas reuniões, ajudam a evitar qualquer efeito negativo na organização do Emocionais Anônimos. Os Doze Passos também devem ser nosso ponto de convergência para a recuperação. Discussões sobre terapias, medicações, religião ou o uso de outros livros e literatura que não seja dos Emocionais Anônimos etc., nos desviariam de nosso único objetivo. Se nosso grupo estiver envolvido em outras coisas, não mais seremos Emocionais Anônimos.
No Emocionais Anônimos, o indivíduo recebe os Doze Passos como um caminho para a recuperação emocional, porém cabe a cada um decidir como pode melhor aplicar esses Passos em sua vida. Semelhantemente, cada grupo recebe Doze Tradições como um guia para o sucesso dessa recuperação. Cabe a cada grupo decidir como melhor aplicar essas Tradições a sua situação individual.

                               QUINTA TRADIÇÃO

"Cada grupo tem como propósito primordial o de transmitir a mensagem
àqueles que ainda sofrem com problemas emocionais”.


A Quinta Tradição diz claramente qual é a única razão fundamental para a existência de um grupo de Emocionais Anônimos. O objetivo é levar àqueles que ainda sofrem com problemas emocionais uma mensagem de esperança de recuperação, através dos Doze Passos sugeridos de Emocionais Anônimos. Nós, como membros de Emocionais Anônimos, temos uma obrigação de compartilhar esta mensagem com aqueles que ainda não sabem que existe um caminho de recuperação. Os recém-chegados podem ouvir aqueles que tiveram Problemas similares aos seus, porque querem saber quais as nossas soluções.
Compartilhando, através das reuniões do grupo, nossas experiências, forças e esperanças, somos excepcionalmente capazes de ajudar a outros. Não partilhamos outras filosofias, terapias, religiões etc., nas reuniões. Se fizéssemos isso, nos afastaríamos da mensagem de Emocionais Anônimos. É claro que existem outros caminhos que se pode seguir para obter a saúde emocional.
Os membros de Emocionais Anônimos são livres para utilizar a terapia profissional, aconselhamento pastoral ou outras fontes de ajuda, se assim o quiserem, porém a discussão ou debate sobre outros recursos não são apropriados durante uma reunião de Emocionais Anônimos. Fora das reuniões os membros são livres para trocar informações sobre quaisquer outros assuntos que queiram.
Os membros de Emocionais Anônimos assistem às reuniões para compartilhar sua compreensão e experiências com o Programa dos Doze Passos, aplicado as suas próprias vidas. Os recém-chegados a uma reunião de Emocionais Anônimos estão ali para entender se esse Programa de Doze Passos poderá ajudá-los.
Uma reunião de Emocionais Anônimos é um dos momentos mais apropriados para seus membros praticarem o Décimo Segundo Passo: "Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem e praticar estes princípios em todas as nossas atividades".
Aqui encontramos um paradoxo do Programa: não podemos manter a recuperação que alcançamos, a menos que a transmitamos para outras pessoas. Nosso grupo existe, e assim podemos compartilhar como os Doze Passos nos ajudam.
Talvez o meio mais proveitoso de levarmos a mensagem seja pelas mudanças positivas que os outros algumas vezes observam em nós, mesmo antes de nos conscientizarmos de que estamos mudando. Nosso próprio exemplo mostra aos outros que a recuperação é possível através do Emocionais Anônimos. A discussão do Décimo Segundo Passo no livro "Emocionais Anônimos" enumera várias outras maneiras pelas quais os indivíduos podem levar nossa mensagem de esperança.
Cada grupo tem a responsabilidade de levar a mensagem e de se esforçar para que a sua comunidade saiba da existência de Emocionais Anônimos. Isso pode ser conseguido utilizando-se cartas-padrão de divulgação que podem ser copiadas e enviadas a igrejas, empresas e provedores de serviços profissionais de saúde. Também podemos fazer reuniões de informação ao público e distribuir panfletos fazendo a publicidade de nossas reuniões. Um grupo pode providenciar oradores para participar de mesas redondas sobre publicações relativas à saúde mental e de eventos sobre saúde realizados em shoppings ou centros comunitários. O Centro de Serviço Internacional pode fornecer aos nossos grupos folhetos e informações úteis sobre como realizar qualquer dessas reuniões.
Uma outra boa maneira de um grupo poder levar a mensagem é ajudando na instalação de novos grupos. Essa ajuda pode ser dada através de doações em dinheiro ou literatura, assistindo às reuniões enquanto o novo grupo está começando e ainda está muito pequeno, e partilhando informações sobre os novos grupos, em nossa própria reunião de Emocionais Anônimos. Cada pessoa em um grupo de Emocionais Anônimos tem a obrigação de espalhar a notícia. Isso significa que precisamos quebrar nosso anonimato? Certamente que não!
Podemos deixar os folhetos de Emocionais Anônimos em bibliotecas, salas de espera de hospitais e centros de saúde. Podemos comprar um livro de Emocionais Anônimos ou a revista "A Mensagem de Emocionais Anônimos" e doá-los a uma biblioteca local, centro de saúde ou hospital psiquiátrico. Podemos informar aos jornais locais o dia, a hora e o local de nossas reuniões, para que essa informação possa ser publicada em suas colunas de grupos de ajuda ou em páginas de informação à comunidade. Podemos informar sobre o Emocionais Anônimos em estações de rádio e televisão para que sejam feitos anúncios de utilidade pública.
Franqueza de objetivo é o tema da Quinta Tradição. Emocionais Anônimos faz uma coisa, e somente uma coisa: compartilhamos o Programa de Doze Passos com outros que ainda sofrem de problemas emocionais. Qualquer outra coisa que tentemos fazer, ou aleguemos fazer, vai apenas ignorar o nosso objetivo e diluir a nossa mensagem. Temos um programa muito simples, porém dinâmico, que funciona. Perseverando em nosso objetivo primordial, a unidade de Emocionais Anônimos fica fortalecida e nossa mensagem de recuperação é preservada.

                                SEXTA TRADIÇÃO

"Nenhum grupo de Emocionais Anônimos deverá jamais endossar, financiar ou emprestar o nome de Emocionais Anônimos a qualquer entidade afim ou empreendimento alheio à Irmandade, a fim de que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos afastem de nosso objetivo primordial.”

Esta Tradição nos lembra de "manter claro" o compromisso de manter-nos fiéis ao nosso objetivo primordial de compartilhar o programa de Emocionais Anônimos com outros. Nosso objetivo não é advogar, fundar ou manter de alguma forma outros empreendimentos, mesmo que pensemos estar fazendo isso para ajudar o Emocionais Anônimos. Esta Tradição nos adverte sobre o que não fazer, porque o envolvimento com essas outras coisas nos acarretaria problemas com dinheiro, propriedade e prestígio. O ter que lidar com tais problemas desviaria o nosso tempo e energia daquilo que deveríamos fazer. Nossa unidade estaria ameaçada e nossa mensagem comprometida. É muito tentador pensar que poderíamos ajudar a mais pessoas em sua recuperação emocional e aumentar substancialmente os recursos de Emocionais Anônimos para uso em nossa causa meritória, administrando clínicas, endossando livros de autoajuda ou patrocinando outros projetos sobre saúde mental.
A experiência inicial do Alcoólicos Anônimos demonstrou que isso não funciona. O Alcoólicos Anônimos pensou que poderia iniciar atividades e trabalhar pela mudança social, para mais adiante ajudar alcoólicos a se recuperar. Porém, os grupos de Alcoólicos Anônimos sofreram uma grande perturbação quando alguns membros disputaram posição e prestígio na direção de hospitais, como na maneira de disseminar seu programa de Doze Passos. Desenvolveu-se muita controvérsia entre os membros sobre quais centros de tratamento ou métodos deveriam ser endossados. Eles trabalharam por reformas legais, porém se envolveram em dificuldades políticas. A recuperação de muitos membros foi prejudicada por causa dos conflitos e confusão. O Alcoólicos Anônimos finalmente decidiu que era melhor para eles se manterem com o que haviam feito de melhor e deixar o resto para outros. Aprenderam que estariam melhor desistindo do dinheiro que poderiam ganhar, da propriedade que poderiam adquirir e controlar e do prestígio que poderiam ter. Sua contínua sobriedade e a sobriedade potencial de outros alcoólicos era muito mais importante do que todas aquelas outras coisas.

Aplicando esta Tradição a membros e grupos individuais, vemos que também precisamos evitar trazer às reuniões itens para serem vendidos com a finalidade de levantar fundos. A venda de biscoitos e doces é excelente, mas não nas reuniões de Emocionais Anônimos. A finalidade de nossas reuniões não é financiar outros empreendimentos. Fazer anúncios sobre um orador especial em nossa igreja ou um seminário com um autor famoso, também vai contra esta Tradição.
Não endossamos outros empreendimentos em nossas reuniões, não importa o quanto eles sejam dignos de mérito. Distribuir cupons para descontos na compra de livros de autoajuda em uma livraria local não é a nossa finalidade. Vender literatura e livros que não sejam aqueles aprovados pelos Emocionais Anônimos também não é apropriado em nossas reuniões. Todas essas atividades podem confundir os membros quanto àquilo que é apoiado por Emocionais Anônimos, afastando, dessa maneira, as pessoas de nosso Programa de Recuperação.
A recuperação de Emocionais Anônimos e a libertação de interferências de fora estão protegidas por esta Tradição. Se o nome de Emocionais Anônimos for usado com algum objetivo externo, não importa o quanto bem intencionado seja, isso poderia ser aplicado a muitos outros objetivos, talvez até mesmo sem a nossa permissão. Nosso propósito poderá ser mal interpretado e o Emocionais Anônimos desacreditado.
O Emocionais Anônimos evita todos esses potenciais conflitos de interesses ao recusar aliar-se a qualquer coisa fora do nosso programa. Ao não endossar qualquer técnica psiquiátrica, medicação, serviços médicos, estamos mais bem capacitados a manter-nos em nosso único objetivo, conservando nossa mensagem de esperança forte, clara e intacta.
Não nos afiliamos a ninguém ou a qualquer coisa, ainda que cooperemos livremente com qualquer interessado em aprender sobre nosso programa. Não estando ligado a ninguém, o Emocionais Anônimos pode ser de utilidade para todos. Controvérsias sobre quem ou o quê endossar e como administrar propriedade e dinheiro nos fragmentariam. A Sexta Tradição permite aos Emocionais Anônimos evitar esses problemas, proteger nossa unidade e nos manter concentrados em nosso objetivo primordial.

                                SÉTIMA TRADIÇÃO

"Todos os grupos de Emocionais Anônimos deverão ser absolutamente
Autossuficientes, rejeitando quaisquer doações de fora."

Emocionais Anônimos é uma organização sem fins lucrativos, mantida pelas contribuições voluntárias de seus membros. Como foi ressaltado na Sexta Tradição, nosso objetivo não é despender tempo ganhando dinheiro. Contudo, precisamos de dinheiro para manter o funcionamento de nossas reuniões, pagar as despesas da Intergrupal e financiar os serviços de apoio proporcionados pelo nosso Centro de Serviço Internacional.

  • Não seria maravilhoso ter alguma empresa comercial ou igreja que pagasse nosso aluguel, fornecesse nossa literatura e alguns lanches? Como seria agradável ter apenas de comparecer às reuniões e deixar o pagamento de contas para alguém! Contudo, se aceitássemos contribuições de fora, nos arriscaríamos a assumir obrigações com aquelas outras pessoas ou instituições. Estaríamos colocando nossa liberdade nas mãos de outros. Nosso grupo se tornaria o grupo deles e eles poderiam querer que nós o conduzíssemos de forma contrária aos princípios do Programa de Emocionais Anônimos. Por exemplo, os contribuintes poderiam esperar ter voz em nossas reuniões. Eles poderiam querer dominar o grupo ou mudar a maneira como as reuniões são conduzidas. Poderiam querer estabelecer regras a respeito de quem poderia fazer parte do grupo ou insistir em que praticássemos a religião deles, mais do que seguir nosso caminho espiritual particular.

A recuperação emocional é o objetivo dos Emocionais Anônimos. Por esse motivo é muito importante para um grupo de Emocionais Anônimos estar livre de influências alheias, para que os membros possam se concentrar mais na recuperação do que em agradar a um patrocinador financeiro. Ceder a responsabilidade financeira de nosso grupo de Emocionais Anônimos a uma fonte externa compromete essa liberdade.
Um sentido de responsabilidade amadurecido é uma coisa desenvolvida pela prática dos Doze Passos. Se um grupo de Emocionais Anônimos aceitar doações externas ao invés de pagar com seus próprios recursos, isso vai permitir que os membros continuem procurar fora de seus grupos alguém que os socorra em suas dificuldades, em vez de aceitar suas próprias responsabilidades.

  • Se as contribuições de fora não são apropriadas aos Emocionais Anônimos, então de onde vem o dinheiro de que necessitamos? Ele vem das doações daqueles que frequentam as reuniões de Emocionais Anônimos. Se valorizamos a recuperação que nos está sendo proporcionada de graça pelo programa de Emocionais Anônimos, é nossa responsabilidade manter Emocionais Anônimos com nossas doações monetárias. Ajudamos a levar a mensagem deste programa através da doação de dinheiro ao Emocionais Anônimos para que as reuniões continuem e assim os recém-chegados terão um lugar aonde ir quando precisarem do nosso Programa de Recuperação.
Não há taxas ou mensalidades para se tornar membro de Emocionais Anônimos, contudo, as doações são solicitadas em nossas reuniões. É importante para nós sermos responsáveis e contribuirmos com tanto quanto nos seja razoavelmente possível, não apenas deixando cair na sacola alguns trocados, quando realmente poderíamos contribuir com uma importância maior.
Nós, na qualidade de membros de Emocionais Anônimos, investimos em nossa própria recuperação proporcionando ajuda financeira para manter o nosso grupo de Emocionais Anônimos, nossa intergrupal (se houver uma) e Emocionais Anônimos como um todo, através de contribuições ao nosso Centro de Serviço Internacional. Não acumulamos grandes quantias nas tesourarias dos nossos grupos, mas enviamos ao Centro de Serviço Internacional o que nos é possível. Podemos decidir por fazer doações pessoais, além daquelas que fazemos para ajudar o nosso grupo, enviando o dinheiro diretamente ao Centro de Serviço. Mesmo essas doações pessoais têm um limite de U$1.000 (um mil dólares) por pessoa, para evitar a possibilidade de grandes doadores desejarem ter uma influência demasiada nos assuntos de Emocionais Anônimos.
Um grupo de Emocionais Anônimos é completamente autossuficiente como uma expressão de gratidão e qualidade da recuperação alcançada pelos seus membros. Para que continuemos a existir, contudo, precisamos manter nossa própria estabilidade financeira. Ao rejeitar fundos de fontes externas, não temos vínculo ou compromissos com alguém e nosso objetivo primordial de levar a mensagem de recuperação de Emocionais Anônimos não fica comprometido. Continuamos a manter nossa unidade.

                              OITAVA TRADIÇÃO

“Emocionais Anônimos deverá manter-se sempre não profissional,
embora, nossos centros de serviços possam contratar funcionários especializados”.

Frequentemente, as reuniões de Emocionais Anônimos proporcionam efeitos terapêuticos, porém não são grupos ou classes de terapia para debates sobre a doença mental.
Ninguém paga para participar dos Emocionais Anônimos, como poderia ser requerido em um grupo ou classe de terapia profissional. Nenhum líder profissional auxilia uma reunião de Emocionais Anônimos. Se um profissional, tal como um assistente social, pastor ou psicólogo, coordena uma reunião, deve portar-se simplesmente como membro de Emocionais Anônimos e servir ao grupo na sua vez de coordenador da reunião, nada mais.
Além disso, levar a mensagem de Emocionais Anônimos ou fazer o trabalho dos Doze Passos, como é frequentemente chamado, não requerem profissionais. Emocionais Anônimos é baseado em uma premissa simples: aqueles que encontraram ajuda para seus problemas emocionais usando os Doze Passos, estão melhor credenciados para levar a mensagem de recuperação de Emocionais Anônimos a outros. Profissionais jamais poderiam substituir a experiência daqueles que praticam o programa.
Os membros voluntários fazem todos os esforços dos Doze Passos livremente, jamais são remunerados por seus serviços. Devem ser membros de Emocionais Anônimos aqueles que coordenam as reuniões, falam aos outros sobre o programa e desempenham todas as outras atividades que ajudam a levar a nossa mensagem àqueles que ainda não estão familiarizados com esse programa. Se fosse exigido pagamento, os recém-chegados poderiam se perguntar se as pessoas estariam realmente os ouvindo por compaixão ou apenas porque estava sendo paga uma taxa para isso.
Como o Emocionais Anônimos não é profissional, os membros desfrutam de uma camaradagem tranquilizadora, que resulta de todos liderarem com um interesse comum: o desejo de se recuperar emocionalmente. Por isso não existem "profissionais de Emocionais Anônimos". O Programa de Doze Passos é oferecido de graça a todos que o queiram. Ele não tem preço e não pode ser comprado ou vendido. Como resultado do generoso trabalho dos Doze Passos feito por antigos membros, o Emocionais Anônimos cresceu até tornar-se uma entidade mundial.
Nos primeiros anos, membros voluntários de Emocionais Anônimos atendiam as indagações telefônicas, providenciavam a disponibilidade de literatura e cuidavam de uma infinidade de detalhes de trabalho à medida que o Emocionais Anônimos crescia. Havia muito trabalho sendo exigido por trás das cortinas para garantir que o Emocionais Anônimos permanecesse como uma irmandade vital e em crescimento. Muitos voluntários ainda ajudam generosamente em todas as áreas do serviço estrutural do Emocionais Anônimos. Contudo, chegou-se a um ponto em que havia trabalho em demasia para o número de voluntários disponíveis. Precisou-se de trabalhadores especiais e uma equipe de profissionais auxiliares de escritório teve que ser empregada para cuidar do trabalho do nosso Centro de Serviço Internacional.
Sendo não profissional, não significa que o Emocionais Anônimos não possa dirigir uma organização profissional. O Centro de Serviço Internacional é o centro de trabalho de Emotions Anonymous International, a associação que foi formada para atender as necessidades de todos os grupos de Emocionais Anônimos. Precisamos ter um sistema de contabilidade para administrar nossas doações e pagar nossas contas. Precisamos de literatura e publicações atrativas para que as pessoas tenham vontade de lê-las e adquiri-las. Necessitamos de alguém para ajudar a coordenar a informação aos grupos e àqueles interessados em nossa organização. Precisamos de alguém para gerenciar nosso Centro de Serviço Internacional de uma maneira eficiente! Para tudo isso, pagamos a uma pessoa por seu trabalho e habilidade profissional. A equipe de trabalho que é remunerada e que pode ou não ser composta de membros de Emocionais Anônimos, executa os programas determinados pela associação ou pela Junta de Custódios, tornando possível aos membros e aos grupos fazerem melhor o trabalho dos Doze Passos do Emocionais Anônimos.
O verdadeiro trabalho dos Doze Passos, de levar a mensagem, contudo, é feito através de uma pessoa dizendo a outra como a prática dos Doze Passos sugeridos a ajudou a conseguir uma melhor saúde emocional.

                              NONA TRADIÇÃO

"Emocionais Anônimos jamais deverá organizar-se como qualquer outra
organização social; podemos, porém, criar juntas ou comitês
de serviço diretamente responsáveis perante àqueles a quem prestam serviços”.

Emocionais Anônimos, sendo uma irmandade, não deve ser organizada como outros tipos de governos, associações, grupos ou clubes. Não fazemos exigências para alguém se tornar membro. Não fornecemos listas de regras e regulamentos. Não damos ordens. O que fazemos é oferecer sugestões.
Todos devem ser responsáveis pela própria recuperação emocional e todos também devem ser responsáveis pela saúde e estabilidade de seus grupos e do Emocionais Anônimos como um todo.

  • Como o Emocionais Anônimos pode funcionar quando apenas damos sugestões e não impomos regras para alguém se tornar membro?
Descobriu-se que seguir os Doze Passos sugeridos, da melhor forma que se possa, é a melhor maneira de alcançar a recuperação emocional. Não seguimos os Princípios do Programa de Emocionais Anônimos porque temos de fazê-lo. Nós os seguimos porque vemos outras pessoas se recuperando e vemos que os Doze Passos é a maneira pela qual elas estão conseguindo isso. Queremos o que elas têm, assim sendo, fazemos o que elas estão fazendo. Não é necessário estabelecer regras absolutas. Meramente sugerir linhas de conduta não aliena quem tenha um desejo sincero de ser emocionalmente saudável.
A mesma ideia é verdadeira para os grupos de Emocionais Anônimos. Aqueles grupos que praticam as Doze Tradições, os Doze Passos e os Conceitos Úteis são, geralmente, bem-sucedidos e proporcionam uma reunião com uma maior recuperação aos seus membros. Os grupos que escolhem não seguir esta orientação, habitualmente se descobrem lutando com sérios problemas. Frequentemente, eles se deterioram e se autodestroem porque quase não há recuperação dentro do grupo.
Se as Tradições forem quebradas, o membro ou o grupo que o fizer deve ser chamado a atenção por outros membros ou juntas de serviço. De fato, é nossa responsabilidade como membros, fazê-lo, contudo, ninguém pode exigir submissão. Então, somente o grupo envolvido pode decidir, através da consciência de grupo, como recomendado na Segunda Tradição o curso de ação apropriado à situação. Fora disso, é melhor seguir a orientação do nosso lema: "Abra mão, seja do que for, e entregue a Deus".
Esta Tradição, contudo, não nos dá permissão para sermos desorganizados. Para alcançar nosso objetivo de levar a mensagem a outras pessoas, precisamos conduzir nossos assuntos de uma maneira eficiente e organizada. A segunda parte desta Tradição nos permite fazer isso criando juntas de serviço ou comitês diretamente responsáveis perante os grupos de Emocionais Anônimos e seus membros. Esses grupos de serviço facilitam as atividades do Emocionais Anônimos e eles próprios necessitam ser conduzidos de uma maneira ordeira e profissional se desejam concluir o que precisa ser feito. Se eles precisam conduzir suas reuniões de acordo com as regras de um procedimento parlamentar, para assim alcançar um maior proveito em benefício da irmandade de Emocionais Anônimos, cabe a eles fazê-lo.
Os grupos de serviços criados pelos membros de Emocionais Anônimos para ajudar de uma forma eficiente o andamento das atividades da irmandade são as Intergrupais e a Junta de Custódios Internacional. As Intergrupais compram a literatura para tê-la disponível para os grupos locais, podendo adquiri-la, frequentemente, com desconto. Elas fazem o trabalho do Décimo Segundo Passo e proporcionam um lugar para discutir assuntos comuns de funcionamento, os quais, de outra forma, tirariam tempo das discussões do programa nas reuniões habituais de Emocionais Anônimos. A Junta de Custódios é composta de representantes eleitos pelos membros para formular planos, sugerir planos de ação e levar novas ideias para aperfeiçoar o Emocionais Anônimos e seus serviços. Aqueles que ocupam posições de liderança estão ali apenas para servir. Eles são os "servidores de confiança" e, como tal, respondem diretamente aos membros e grupos.
Os grupos de serviços do Emocionais Anônimos funcionam melhor com o rodízio de lideranças, o que permite aos membros partilhar os serviços da irmandade. Não podemos ser apenas uma organização de seguidores. Precisamos de alguns membros para exercer liderança e não para controlar ou dar ordens. Para nos resguardarmos das concentrações de poder é importante que os papéis de liderança se alternem, para que ninguém seja visto como ou assuma o papel do "chefe". Isso é verdade, seja com o líder de um grupo específico de Emocionais Anônimos ou um diretor de Intergrupal, um presidente de comitê ou um depositário da Junta de Custódios. As pessoas que ocupam essas posições devem ser substituídas em benefício de sua prolongada saúde emocional, e a de seus grupos e do Emocionais Anônimos como um todo.
O Centro de Serviço Internacional também existe para oferecer serviços e apoio. Ele não funciona como uma entidade autoritária. Os membros que se dirigem ao Centro de Serviços Internacionais recebem sugestões sobre o que deveriam tentar fazer para resolver problemas ou assuntos do grupo. O Centro de Serviços Internacionais funciona como uma fonte de informação e experiência, porém, grupos e membros individuais são responsáveis em como lidar com seus próprios assuntos. Concentrando nos mais em nossa estrutura de serviços do que em ter uma estrutura de governo, problemas de poder e prestígio podem ser minimizados. O Emocionais Anônimos é organizado no sentido de eficiência, mas não no sentido da hierarquia. Somos organizados no espírito de serviço e não em poder e autoridade.

                                 DÉCIMA TRADIÇÃO

“Emocionais Anônimos não opina sobre assuntos alheios à irmandade;
portanto o nome de Emocionais Anônimos jamais
deverá aparecer em controvérsias públicas”.

Esta Tradição é reafirmada pelo Conceito Útil Nº 6: "Jamais discutimos religião, política, assuntos nacionais ou internacionais, outras crenças ou sistemas quaisquer. Emocionais Anônimos não opina sobre assuntos alheios à irmandade".
Se nos envolvêssemos nas reuniões em comentários políticos ou religiosos, tomando posições a favor ou contra várias crenças ou dogmas, entraríamos numa discussão sem fim. Muitos membros deixariam, cada vez mais, de falar pessoalmente sobre a aplicação dos Passos em suas vidas. Os membros poderiam abandonar a reunião se continuamente ouvissem críticas à sua religião ou crenças sociopolíticas. A confiança seria destruída e, fanáticos, às claras ou dissimulados, poderiam dominar nossas reuniões. "Todos são bem-vindos às nossas reuniões", se tornaria apenas uma promessa vazia.
O Conceito Útil Nº 7 diz: "Emocionais Anônimos é um programa espiritual, não um programa religioso". De acordo com a Décima Tradição, não é apropriado discutir crenças religiosas específicas nas reuniões. O compartilhamento individual pode mencionar essas coisas, contudo, isso não deve levar à pregação ou discussões de grupo sobre tópicos religiosos. A leitura de livros religiosos também não é apropriada, igualmente a leitura de "Nova Era", e literatura alheia de autoajuda não tem lugar nos Emocionais Anônimos. Fazendo uma dessas coisas, estamos obrigando os outros a aceitarem nossas opiniões sobre tais assuntos. Esse programa permite a todos a liberdade de escolher seu próprio caminho espiritual. Essa Tradição garante essa liberdade.
Para manter nossas reuniões livres de discussões que causem divisão, Emocionais Anônimos não toma posições em relação às profissões de psiquiatras, psicólogos ou assistentes sociais. O Emocionais Anônimos não dá opinião sobre medicamentos ou terapias e não tomamos posição em políticas de governo, mesmo aquelas que possam ter impacto sobre assuntos de saúde mental. Seguindo esta Tradição, Emocionais Anônimos permanece concentrado em seu único objetivo: Os membros sabem que podem assistir às reuniões para compartilhar ideias sobre os princípios do Emocionais Anônimos e não têm que se preocupar se a discussão do Programa vai ser perturbada por assuntos locais ou novidades do dia. Se gastarmos o tempo da reunião debatendo assuntos gerais, então não estamos despendendo nosso tempo falando a respeito de Emocionais Anônimos e conseguindo a recuperação.
A controvérsia não faz parte de nossa organização, em qualquer nível, ela pode apenas nos dividir. Essa Tradição nos dá a oportunidade de praticar o princípio espiritual do "Viva e deixe viver". Através dela conservamos a unidade necessária à manutenção do Emocionais Anônimos. Somos livres para acreditar e trabalhar por qualquer causa que escolhemos fora dos Emocionais Anônimos. O Emocionais Anônimos tem apenas um objetivo e, qualquer outro assunto, não importa o seu valor, apenas nos desviaria dele. Os membros têm suas opiniões, porém não "as expressam publicamente na qualidade de membros de Emocionais Anônimos, nem como representantes da organização dos Emocionais Anônimos”.
Permanecemos fora de controvérsias públicas porque Emocionais Anônimos não faz oposição a ninguém. Seguindo essa orientação, podemos cooperar livremente com qualquer um, podemos ser úteis a qualquer um e podemos continuar a manter nosso objetivo principal.

                     DÉCIMA PRIMEIRA TRADIÇÃO

"Nossas relações com o público baseiam-se na atração em vez de promoção. Cabe-nos sempre preservar o anonimato pessoal na imprensa, na televisão, no rádio e em filmes".

Emocionais Anônimos precisa de relações com o público. Como podemos saber o quanto nosso Programa de Recuperação é bom se ninguém tiver conhecimento dele? Para manter nossa recuperação precisamos compartilhá-la. Precisamos trazer outros membros à nossa irmandade ou não estaremos seguindo nossa Quinta Tradição de levar a mensagem àqueles que ainda sofrem com problemas emocionais. A Décima Primeira Tradição nos diz como dar cumprimento à Quinta Tradição.
As relações dos Emocionais Anônimos com o público devem se dar pela atração, e não pela promoção. Contudo, a diferença entre atração e promoção é difícil de definir. A maioria dos membros nada faz para aprender qual é essa diferença.
Nos Emocionais Anônimos, a recuperação de nossos membros é o objetivo supremo e como fundamento do nosso Programa, temos o Princípio do Anonimato. Nosso anonimato nos lembra de colocar os princípios à frente das personalidades e de preservar a unidade de Emocionais Anônimos, mantendo todos os membros em igualdade (ver a Décima Segunda Tradição). Pela sua importância, nosso anonimato deve permanecer intacto quando nos dispomos a levar nossa mensagem. Esse é o significado da segunda parte da Décima Primeira Tradição.
Quando os políticos fazem campanha por um posto, com frequência, promovem suas opiniões pessoais em diferentes meios de divulgação. Os fabricantes promovem seus produtos contratando pessoas famosas como porta-vozes. Em cada caso são os méritos pessoais do indivíduo e não a qualidade do que eles estão vendendo, que estão sendo usados para chamar a atenção do público. Nos Emocionais Anônimos, os Princípios são colocados à frente das personalidades; a identidade do membro que está falando a outros sobre Emocionais Anônimos não é importante, comparada às ideias que estão sendo compartilhadas sobre o Programa. Portanto, Emocionais Anônimos deve sempre evitar a promoção das personalidades de membros individuais, não deve se promover de forma alguma que possa pôr em risco o conceito fundamental do anonimato pessoal. O Emocionais Anônimos deve também evitar se promover pela comparação com outros métodos de tratamento. Nós não defendemos o programa de Emocionais Anônimos como o primeiro e único modo de se alcançar a saúde emocional, excluindo todos os outros. Tal expressão de vaidade não é atrativa. Depende dos próprios prováveis membros, escolher entre os diferentes métodos de recuperação.
Em vez disso, o Emocionais Anônimos usa os méritos do programa para atrair novos membros. A atração envolve muitas coisas diferentes. Envolve proporcionar reuniões que sejam calorosas e atenciosas e, desse modo, acolhedoras para os novos membros. Envolve fornecer informações àqueles que ainda não sabem como o Programa funciona e como ele pode ajudá-las.
O potencial que o Emocionais Anônimos oferece para a recuperação atrairá novos membros, porém as pessoas têm que ouvir falar do Programa para se decidir a tentá-lo. Portanto, a atração pode envolver artigos de jornal e entrevistas no rádio, televisão e internet, porém apenas enquanto a entrevista focalizar os méritos do programa de Emocionais Anônimos e não a personalidade da pessoa entrevistada. Ao atrair pessoas para o Emocionais Anônimos os membros devem sempre falar em nome do Emocionais Anônimos e não em seu próprio nome. O objetivo é compartilhar nossa recuperação e experiência no programa de Emocionais Anônimos.
É responsabilidade nossa informar a mídia sobre esta Tradição. Devemos deixar seu significado bem claro para eles e também insistir para que sigam essa Tradição, pois não podemos presumir que pessoas de fora dos Emocionais Anônimos conheçam nosso Princípio de Anonimato Pessoal.
Outros caminhos abertos aos Emocionais Anônimos para levar a mensagem são as reuniões de informação ao público, feiras de saúde, grupos comunitários e anúncios em serviços públicos. Todos esses são meios excelentes de falar às pessoas diretamente sobre Emocionais Anônimos. Ao estabelecer relações com o público em qualquer área é importante projetar uma imagem positiva e orgulhosa de nosso Programa de Recuperação.
O Programa de Emocionais Anônimos deve ser divulgado para que o público saiba que nós existimos. Nossa política de atração nas relações com o público envolve cada membro de Emocionais Anônimos individualmente, fazendo tudo que podem para falar aos outros sobre o Emocionais Anônimos. Não importa quem você é, o que importa é que estamos nos recuperando através desse programa. Depois disso, não pressionamos as pessoas para que se juntem a nós.
A atração é o Programa e não o membro individualmente falando sobre o Emocionais Anônimos.

                       DÉCIMA SEGUNDA TRADIÇÃO

"O anonimato é o alicerce espiritual das nossas tradições, lembrando-nos
sempre de colocar os princípios acima das personalidades”.

O anonimato é um conceito de proteção que protege Emocionais Anônimos como um todo, assim como os membros individuais de Emocionais Anônimos. É também um conceito de cura, que dá margem a um clima ideal para o crescimento espiritual e, por consequência, para a nossa recuperação.
Em princípio, o anonimato pessoal é uma proteção. É inteiramente de nossa vontade escolher o que dizer aos outros sobre nós mesmos. Com muita frequência, chegamos aos Emocionais Anônimos com um grande excesso de bagagem emocional, sendo a vergonha, quase sempre, uma parte dela. O anonimato nos liberta de qualquer vergonha que possamos sentir de nossos problemas. Ele nos permite relaxar e nos concentrar mais no tema da reunião do que na preocupação de como iremos nos explicar aos outros.
O anonimato impede que os outros saibam de qualquer coisa sobre nós além daquilo que escolhemos compartilhar com eles nas reuniões ou em conversas particulares. Além disso, tudo que dizemos aos membros de Emocionais Anônimos não deve ser repetido a ninguém, por razão alguma. O segredo assegurado pelo nosso anonimato nos dá a garantia de que ninguém saberá de nossa condição ou dos detalhes de nossa vida, a não ser que nós o desejemos.
Esses fatos, por si só, proporcionam muito do conforto de que precisamos para começar o processo de cura. Quando começamos o Quinto Passo vemos que precisamos admitir nossos erros perante nós mesmos, perante Deus e perante um outro ser humano. Essa última parte pode ser a mais difícil, porém o anonimato nos dá certeza de que a nossa história permanecerá protegida até o dia em que estejamos prontos para compartilhá-la.
O manto protetor do anonimato nos permite crescer. Pondo de lado nossas personalidades e egos deixamos que o programa nos guie, em vez de sermos guiados pelos nossos velhos hábitos e desejos. Excluindo o lado obstinado de nossas personalidades, estamos melhor capacitados a "abrir mão, seja do que for, e entregar a Deus". Quanto mais permanecermos obstinados e egocêntricos, não seremos capazes de adotar essa importante atitude que é necessária para a nossa recuperação. Permanecendo anônimos, ganhamos humildade e ganhando humildade, permitimos que as forças curadoras do nosso Poder Superior nos ajudem.
De vez em quando, para alcançar o anonimato e fazer a nossa parte em proporcionar o mesmo a outros, precisamos lutar contra o hábito de anos. Com muita frequência, na vida, nos empenhamos em sobressair na multidão. Talvez esse seja nosso objetivo de carreira ou o que nos ensinaram nossos pais ou a escola. Não há nada de inerentemente errado com esse objetivo, porém ele não tem lugar no Emocionais Anônimos. Nos Emocionais Anônimos, todos são iguais. Nenhuma pessoa, nenhum grupo, necessita se destacar de todo o resto. Quando colocamos os Princípios de Emocionais Anônimos à frente das personalidades dos membros de Emocionais Anônimos, estamos capacitados a eliminar os conflitos pessoais que podem interferir nas reuniões e na recuperação. Precisamos nos concentrar nas mensagens (Os Princípios) – não no mensageiro (a personalidade) – para que tenhamos sucesso em achar maneiras tranquilas de trabalharmos juntos e não nos dispersar de nosso objetivo.
O anonimato não nos diz que nos escondamos dos outros. Na reunião, podemos escolher revelar nossos nomes completos e dar qualquer outra informação. Essa é uma escolha pessoal, uma vez que nossos nomes e ocupações não têm influência em como praticamos nosso Programa de Emocionais Anônimos. Contudo, é mais fácil estar à disposição daqueles que procuram ajuda, se eles souberem como entrar em contato conosco. As pessoas de contato de seus grupos precisam ter seus nomes completos e endereços conhecidos no Centro de Serviço Internacional para facilitar a comunicação. Aqueles que são custódios concordam em manter essa informação à disposição dos membros, para que possam ser contatados. Contudo, em todos os casos é o indivíduo, e ninguém mais, quem decide se essa informação deve estar disponível.
Deve-se notar que nosso princípio de anonimato é um princípio ético – não proporciona qualquer proteção legal. O segredo entre o médico e o paciente, ou o advogado e o cliente, é protegido por lei. Esse não é o caso nos grupos anônimos.
Anonimato significa sem nome, sem identificação. O anonimato sustenta a humildade. Deixamos de lado nosso desejo de reconhecimento e prestígio em favor da maior identidade do grupo como um todo. Fazendo isso nos tornamos humildes o bastante para permitir a cura, tanto a nossa, como a de outros. Deixando de lado nossos desejos egoístas, enfatizamos a importância e a força desse Programa de Recuperação. Tornamo-nos uma pequena parte de um valor de um todo muito maior. Dessa forma, fortalecemos a unidade de Emocionais Anônimos e, fazendo isso, todos nós saímos ganhando.

ATENÇÃO

Esse é um material de estudo sem fins econômicos, não poderá ser comercializado.



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